Capítulo 11 – BI e Dashboards
Base de Conhecimento MASTERINSOFT®
11.1. Introdução ao BI como parte do sistema operacional
Na maioria das organizações, o BI é visto como uma camada adicional:
Algo que “vem depois” da operação.
Na MASTERINSOFT®, essa lógica é invertida.
O BI não é um sistema separado.
É uma extensão direta do modelo de dados operacional.
Isto significa que:
- Não há separação entre operação e análise
- Não há perda de contexto
- Não há transformação externa da informação
O dado nasce, é utilizado e é analisado no mesmo sistema.
11.2. O problema estrutural do BI tradicional (em profundidade)
Para compreender o valor do BI nativo, é importante perceber os seus problemas estruturais nos modelos tradicionais.
11.2.1. Arquitetura típica
Num cenário clássico:
- Sistemas operacionais (CRM, ERP, RH)
- ETL (Extração, Transformação, Carga)
- Data warehouse
- Ferramenta de BI
11.2.2. Problemas reais
Esta arquitetura introduz:
- Latência
- Dados desatualizados (horas ou dias)
- Complexidade
- Múltiplos sistemas e pipelines
- Custo
- Infraestrutura + manutenção
- Inconsistência
- Transformações podem alterar significado dos dados
- Perda de contexto
- Relações entre dados são simplificadas
11.2.3. Impacto na decisão
Na prática:
As decisões são tomadas com base em:
Dados atrasados ou incompletos.
11.3. BI nativo na MASTERINSOFT®
11.3.1. Princípio base
O BI na MASTERINSOFT® assenta num princípio simples:
Os dados operacionais são os dados analíticos.
11.3.2. Consequências diretas
- Não existe duplicação de dados
- Não existe ETL
- Não existe data warehouse separado
- Não existe latência significativa
11.3.3. Resultado
O sistema permite:
Análise em tempo real sobre dados reais.
11.4. O papel do modelo relacional no BI
11.4.1. Relações como base da análise
O modelo relacional permite cruzamentos diretos:
Sem necessidade de preparação externa.
11.4.2. Exemplo real
Pergunta:
Qual a margem por cliente?
Cálculo:
Receita (CRM)
– Custos (Projetos + RH + SRM + Produção)
Tudo obtido diretamente das relações.
11.4.3. Diferença crítica
Num sistema tradicional:
Este cálculo exige:
- Integração de múltiplos sistemas
- Transformação de dados
Na MASTERINSOFT®:
É imediato.
11.5. Dashboards como camada de visualização
11.5.1. Separação de responsabilidade
O sistema separa:
- Dados (modelo relacional)
- Visualização (dashboards)
11.5.2. O que é um dashboard
Um dashboard é:
Uma vista configurável sobre o modelo de dados.
11.5.3. Características principais
- Dinâmico
- Configurável
- Baseado em relações
- Atualizado em tempo real
11.6. Construção de dashboards
11.6.1. Seleção de dados
O utilizador pode definir:
- Entidades
- Campos
- Relações
11.6.2. Filtros
Permitem restringir:
- Períodos
- Estados
- Tipos
- Responsáveis
11.6.3. Agregações
Permitem calcular:
- Somatórios
- Médias
- Contagens
- Percentagens
11.6.4. Visualizações
Exemplos:
- Tabelas analíticas
- KPIs
- Gráficos de tendência
- Distribuições
11.7. KPIs como representação do negócio
11.7.1. Definição de KPI
Um KPI representa:
Uma métrica crítica para o negócio.
11.7.2. KPIs derivados
Podem ser calculados:
Com base em múltiplas entidades.
11.7.3. Exemplos avançados
- Margem por projeto
- Custo por hora efetiva
- Taxa de conversão por segmento
- Rentabilidade por produto
- Eficiência de produção
11.8. Tempo real como elemento diferenciador
11.8.1. Atualização contínua
Cada ação no sistema:
Atualiza imediatamente os dados.
11.8.2. Impacto direto
- Um tempo registado → atualiza custo
- Uma compra → atualiza margem
- Uma venda → atualiza receita
11.8.3. Consequência
Os dashboards refletem:
O estado atual da organização.
11.9. BI operacional vs BI estratégico
11.9.1. BI operacional
Foco no curto prazo:
- Tarefas
- Produção
- Aprovações
- Stock
11.9.2. BI estratégico
Foco no médio/longo prazo:
- Margens
- Crescimento
- Performance
- Tendências
11.10. BI como extensão do BPM
11.10.1. Do dado à ação
O BI não é apenas leitura.
Pode gerar ação.
11.10.2. Integração com BPM
Exemplo:
Se KPI ultrapassa limite:
- Disparar alerta
- Criar tarefa
- Iniciar processo
11.10.3. Conceito-chave
BI → Trigger → BPM → Ação
11.11. Governança e controlo
11.11.1. Permissões
Os dashboards respeitam:
- Perfis
- Acessos
- Segurança
11.11.2. Consistência
Como não há duplicação:
- Todos veem os mesmos dados
- Não há versões conflitantes
11.12. Impacto organizacional
11.12.1. Antes
- Relatórios manuais
- Dependência de IT
- Dados inconsistentes
11.12.2. Depois
- Autonomia
- Dados confiáveis
- Decisão rápida
11.13. BI como vantagem competitiva
11.13.1. Diferencial real
A maioria das empresas:
Analisa o passado.
11.13.2. MASTERINSOFT®
Permite:
Analisar o presente e agir imediatamente.
11.14. Conclusão do capítulo
O BI na MASTERINSOFT® não é uma ferramenta.
É uma capacidade estrutural do sistema.
Permite:
- Eliminar silos
- Trabalhar em tempo real
- Tomar decisões com confiança
- Automatizar reações
Transforma:
Dados → Informação → Decisão → Ação automática



