Capítulo 10 – Stock, Produção e Operações

Base de Conhecimento MASTERINSOFT®

10.1. Introdução ao módulo de Stock e Produção

Até este ponto, foram abordados:

  1. Relação com o cliente (CRM)
  2. Custos e fornecedores (SRM)
  3. Execução (Projetos)
  4. Pessoas (RH)
  5. Ativos (Património)

Falta agora o elemento que materializa a operação:

O fluxo físico de bens, materiais e produção.

Na MASTERINSOFT®, este domínio é tratado de forma integrada, permitindo ligar:

  1. Compras
  2. Stock
  3. Produção
  4. Projetos
  5. Vendas

Sem quebras de informação.

10.2. O conceito de produto

10.2.1. Entidade produto

O produto é uma entidade central que pode representar:

  1. Produto físico
  2. Matéria-prima
  3. Componente
  4. Produto final
  5. Serviço (quando aplicável)

10.2.2. Tipos de produto

A plataforma permite distinguir:

  1. Produto simples
  2. Produto composto
  3. Produto não stockável
  4. Produto com controlo de lote
  5. Produto com validade

10.2.3. Importância do modelo unificado

O mesmo produto pode ser usado em:

  1. Compras (SRM)
  2. Stock
  3. Produção
  4. Vendas (CRM)
  5. Projetos

Sem duplicação.

10.3. Gestão de stock

10.3.1. Conceito de stock

O stock representa a quantidade disponível de um produto num determinado local.

10.3.2. Armazéns e localizações

Permite estruturar:

  1. Armazéns
  2. Zonas
  3. Localizações físicas

Exemplo:

Armazém → Zona → Prateleira

10.3.3. Movimentos de stock

Tudo no stock é controlado por movimentos:

  1. Entradas
  2. Saídas
  3. Transferências
  4. Ajustes

10.3.4. Origem dos movimentos

Os movimentos podem vir de:

  1. Compras (entrada)
  2. Produção (entrada/saída)
  3. Vendas (saída)
  4. Projetos (consumo)
  5. Ajustes internos

10.4. Lotes e validades

10.4.1. Controlo por lote

Permite identificar:

  1. Origem do produto
  2. Data de produção
  3. Número de lote

10.4.2. Controlo de validade

Permite gerir:

  1. Data de validade
  2. Prioridade de consumo (FIFO/FEFO)
  3. Produtos expirados

10.4.3. Importância estratégica

Fundamental para:

  1. Saúde
  2. Indústria alimentar
  3. Laboratórios
  4. Produção técnica

10.5. Produtos compostos (BOM)

10.5.1. Definição

Um produto composto é formado por vários componentes.

10.5.2. Estrutura (Bill of Materials)

Define:

  1. Produto final
  2. Lista de componentes
  3. Quantidade por componente

10.5.3. Exemplo

Produto: Equipamento Médico

Componentes:

  1. Sensor
  2. Circuito
  3. Cabo
  4. Embalagem

10.5.4. Versionamento

Permite:

  1. Evolução do produto
  2. Controlo de alterações
  3. Histórico

10.6. Ordens de produção

10.6.1. Definição

Uma ordem de produção representa o processo de criação de um produto.

10.6.2. Estrutura

  1. Produto a produzir
  2. Quantidade
  3. Data
  4. Estado
  5. Projeto associado

10.6.3. Estados típicos

  1. Planeada
  2. Em execução
  3. Concluída
  4. Cancelada

10.7. Execução da produção

10.7.1. Consumo de materiais

Ao produzir:

  1. Consome-se stock de componentes
  2. Regista-se o consumo

10.7.2. Criação de produto final

Após produção:

  1. Produto final entra em stock
  2. Fica disponível para utilização ou venda

10.7.3. Registo de custos

Inclui:

  1. Materiais
  2. Mão-de-obra (RH)
  3. Equipamentos (Património)

10.8. Planeamento de necessidades (MRP)

10.8.1. Conceito

O sistema pode calcular automaticamente:

  1. O que produzir
  2. O que comprar
  3. Quando

10.8.2. Base de cálculo

Baseia-se em:

  1. Encomendas
  2. Projetos
  3. Stock disponível
  4. BOM

10.8.3. Resultado

Gera:

  1. Ordens de produção
  2. Pedidos de compra

10.9. Integração com outros módulos

10.9.1. CRM

  1. Encomenda → necessidade
  2. Pode gerar produção

10.9.2. SRM

  1. Falta de stock → compra
  2. Entrada em armazém

10.9.3. Projetos

  1. Consumo de materiais
  2. Custos associados

10.9.4. RH

  1. Mão-de-obra
  2. Registo de tempos

10.9.5. Património

  1. Máquinas utilizadas
  2. Capacidade produtiva

10.10. Rastreabilidade total

10.10.1. Cadeia completa

Permite seguir:

Fornecedor → Compra → Stock → Produção → Produto → Cliente

10.10.2. Lotes

Permite saber:

  1. De onde veio
  2. Onde foi usado
  3. Para quem foi entregue

10.11. Automação via BPM

Exemplos:

  1. Criar ordem de produção automaticamente
  2. Gerar pedidos de compra
  3. Alertar falta de stock
  4. Priorizar produção

10.12. Dashboards e análise

Permite visualizar:

  1. Níveis de stock
  2. Rotação de produtos
  3. Produção
  4. Custos
  5. Desvios

10.13. Impacto estratégico

Com este módulo, a organização consegue:

  1. Controlar operação física
  2. Reduzir desperdício
  3. Garantir disponibilidade
  4. Otimizar produção
  5. Controlar custos reais

10.14. Conclusão do capítulo

Na MASTERINSOFT®:

  1. O stock não é apenas inventário
  2. A produção não é isolada
  3. Tudo está ligado ao negócio

Permite transformar:

Necessidade → Produção → Entrega → Resultado